quinta-feira, 7 de abril de 2011

“A satisfação é a morte do desejo”, mesmo assim...

Ocorre-me assim de repente que dei a por mim pensar nesse estado que todos buscam realizar.
Na verdade foi mais uma bela frase que me suscitou esta reflexão. Sim, porque as palavras apesar de serem o maior instrumento da diplomacia quando esta última ultrapassa a fronteira desse acto torna-se igual ou incentivo para a pior das acções. Não que seja o caso último!

Invade-me assim essa particular e perigosa convicção, como sempre, que a felicidade não se concretiza na realização do proposto mas na proposta da realização.
Na reserva está que nem todos podem partilhar desta, não sei se recente, minha conclusão. Isto porque naturalmente, para muitos, a realização e posterior manutenção do proposto resume realmente a perpétua finalidade de toda a felicidade. E para esses me dirijo, mesmo assim.
Não será a procura da felicidade um combate ao estado insuportável da estagnação da última realização? Pois agora que realizamos apetece-nos outra vez realizar porque esta última deu-nos a sensação do efémero. E agora que realizamos precisamos de uma mochila maior porque as propostas para manter aumentaram. Esta mochila é do tamanho do Mundo e parece que nunca mais chega ao topo! Mas e se chega ao topo?
            O topo é o Santo Graal, mas este é que se calhar deveria ser inalcançável ou, pelo menos ser constante nesse estado de “na eminência de ser alcançado” para manter a felicidade nesta última proposta. Mas mais uma vez esse estado também seria impossível de suportar por muito tempo sem realização da última.
Bem, terá essa mochila topo? Ou é apenas uma utopia?

2 comentários:

  1. não costumo vivenciar muito a realização de meus desejos... porem teu texto me levou a uma nova perspectiva desta situação.Realmente achei alguma coisa boa para se pensar neste sabado.
    abraço

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  2. Não sei se é nova? Mas que se trata de uma perspectiva, no caso a minha, que acho que nunca primou por ausência de sentimento por parte de alguém, apenas foi elevada à consciência. Posso não ter sido de certeza o primeiro a materializar esta perspectiva!

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