quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Agora que encontrei, prefiro reencontrar-me!

Boas Caríssimos!!!

Bem, caros rosinhas venenosos, e porque não, também a essa grande massa de ontologicamente fortuitos orgasmicos interessados, retorno então, sem necessidade de colocar uma moldura em talha de ouro no último retrato por esta já ter o brilho de tal metal precioso vendido agora em desespero!

Esta minha próxima visão escreve para além do dedo. Não de um dedo podre nem tão pouco de um dedo sadio. Escreve do dono(a) do dedo que encontrou concilio com a sua auto-imagem naquele Espírito Selvagem espontaneamente!
Contou-me uma vez um domador de cavalos, que para refrear a sua natureza interior, tinha o hábito de passear por um prado próximo da sua quinta.
Numa dessas vezes esse domador reparou num cavalo adulto que andava por ali solto no prado. Mais livre que uma borboleta.
Apaixonou-se pelo belo cavalo adulto. Nunca ele tinha visto tal diamante bruto assim à mercê do vento. Aliás, esse domador nunca acreditou que o vento fosse Mestre seja do que fôr, apenas o Mestre Sábado era digno desse epíteto.
Tomado de repente por este sentimento de posse divina, e com a ajuda dos seus homens, tratou logo de no dia seguinte impor o seu laço no pescoço desse Espírito Selvagem do qual gostava. O domador no seu gosto por expansão e ideal, ali mesmo, pela primeira vez no prado, exerceu a sua Arte de Ganhar, conquistar o cavalo, e assim realizar a unificação do Domador com o Cavalo num só Espírito.
Usou todo o seu engenho para moldar, melhor dizendo, integrar à sua auto-imagem esse Espírito Selvagem que de início gostou. O exercício da Arte, nesse prado com tantas distracções típicas da Mãe Natureza, tornou-se um tormento para esse Espírito Selvagem que até gostava do domador mas não pretendia ser o domador. O cavalo pretendia continuar cavalo apenas não tão selvagem. Deu-se a evidente fuga do cavalo e a natural frustração do domador.
O domador habituadíssimo que estava a exercer a sua Arte na sua quinta, pregou-me a sua lição. Disse-me que se quisesse domar o meu cavalo e criar apenas uma identidade teria que eliminar todas as “distracções” externas impróprias da minha auto-imagem e na devida circunscrição de 3 barras de madeira existente nas quintas. E mais importante, nunca tentar domar Cavalos adultos de que gostes mas sim Potros entre 2 e 3 anos de que gostes. No berço é que está o formato da união!

2 comentários:

  1. Bem, aqui está um exemplo de como pouco é tanto!!! sem querer entrar em exageros, mas citando o nosso Sócrates, digo "MANSO É A TUA TIA"... e o cavalo vencedor é o burro que de tão teimoso fez parar o mundo enquanto esperava a sua amada passar.

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  2. É verdade! Sócrates e Afins foram o nosso Cavalo vencedor que com a sua Arte de obstinação fizeram passar a sua amada de portuguesa a socrática sem que ela tivesse pretensões de ser Sócrates, apenas viver a sua identidade globalmente portuguesa. A arte da teimosia se bem que necessária para a realização, fica-se por aí, em si mesmo...como qualidade de teimosia e não como qualidade de...sei lá...virtude?!

    Uns foram e não foram, porque deixaram ser...outros foram e não foram porque nunca deixaram ser!

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