segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Universo e as sombras…



Caríssimos!!!

Certa vez, em tom de conversa vadia, tal excêntrico referiu-se à universalidade como um príncipio de convergência. No entanto, e mesmo atendendo às circunstâncias de berço, se acreditarmos que o Homem não é uma tábua rasa aquando do nascimento, então temos em cada homem uma Munda Alma que com a sua não menos importante tábua de 10 mandamentos faz reflexo da Imundice de outras tábuas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

E se tudo fosse mesmo mais simples... andamos mesmo a complicar!

Bom dia meus lindos!

Tenho dado por mim a pensar, sem cessar, que a vida é muito mais simples do que parece e do que andamos para aqui a espalhar em jeito de boa nova. Sempre que me deparo com uma novidade, reparo que tudo aquilo tem mais de omissão do que de outra coisa qualquer, mas sabe sempre bem sentir que estamos a ser tocados por algo que não nos pertencia e agora se revela como nosso ou próximo de nós. Mas a minha grande questão é: porque andamos nós a complicar as nossas vidas e dos outros?
Não tenho uma resposta como certa, acredito mesmo que para cada cabeça haverá uma resposta diferente, mas arrisco apresentar aqui um pensamento: complicamos para nos sentirmos mais importantes! Somos pequeninos e queremos ser grandes, ocupar um lugar de destaque, ficar para a história, queremos reconhecimento, ... mas andamos em cima de ombros de gigantes desde que nascemos, é bom lembrar a toda a hora. Não pensamos tudo de novo, mas pensamos tanto que acabamos por ficar enrolados nos nossos próprios pensamentos, ao ponto de acreditarmos de forma violenta na veracidade e novidade daquelas construções.
Uma das minhas últimas descobertas literárias tinha lá esta pérola "ele pensa... se calhar é por isso que não percebe nada." Não quero com isto dizer que não devemos pensar, mas é hora de assumir o lugar do nosso pensamento, principalmente no acto de conhecer e perceber. As coisas são simples, para cada decisão existe um número mais ou menos limitado de opções e quando escolhemos uma devemos aprender a viver com essa. O mesmo se passa com o significado e referência que damos a cada palavra que compõe um pensamento (não há pensamentos sem palavras...), porque atropelar tudo para atingir a novidade pode ser a porta de entrada nesse exercício de complicação.

Beijos e até já.



sábado, 20 de julho de 2013

Viver mata...




Ora bem caríssimos, que dizer depois da última e feliz entrada…continuar se calhar?

Não que o queira tornar complicado, mas parece-me muito mais interessante e correto,  escrever que o Homem não é simples mas simplesmente complicado. Caso contrário não continuaríamos aqui a tentar decifrar.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Posso cair... caí... mas vou levantar-me um dia e aprender que serei sempre menos do que me pintam.

Bem-hajam os meus caros comparsas!

Mais um dia e o que vos poderei dizer para lá do que a imagem sugere...!? posso dizer que não é pela cerveja que se cai bem no fundo, mas é verdade que todos nós já rebolamos no chão depois de umas quantas cervejas bem aconchegadinhas a viajar junto dos glóbulos vermelhos e brancos. Como poderei esquecer aquelas festas que a meio já nos juntavam de tal forma que tudo parecia mais passível de ser festejado do que a conquista do campeonato pelo Benfica!?
Bem, mas tudo na vida tem o seu tempo e o dessas festarolas passou de uma forma tão feliz e com tantas experiências que o grupo dos cinco esteve sempre pronto para mais uma. Agora que um de nós se avizinha daquele passo fundamental, a saber, o de escolher com quem passar alguns anos da sua vida (todos os que restam na melhor das hipóteses e a que eu espero), estou cheio de ideias sobre o que são as relações pessoais. Sempre fui um crente nas relações entre pessoas, digo isto referindo-me às relações de todos os níveis. Tudo o que sou hoje devo-o a alguém e nada do que serei o poderei ficar a dever a quem me proporcionar, por isso continuo a acreditar que a sociedade, esta que tem tantos defeitos e vícios, é uma das melhores coisas que me foi possível conhecer.
dito isto... Ao ouvir hoje um programa de televisão que versava sobre a "Felicidade", não consegui deixar de pensar que o Homem é tão simples que é incompreensível para todos os que o querem como complicado. E não é que agora um dos elementos chave para medir a Felicidade é o Conforto!? Ora, tendo isto presente lá continuei a ouvir e consegui perceber que o velho dito "o dinheiro não compra felicidade, mas ajuda" está certíssimo até ao ponto de saturação... pois é, a química (entre outras disciplinas) é tramada, ensinou-nos que a Natureza tem regras de saturação e a vida deste Homem é tão simples como a Natureza a que ele pertence. O excesso faz mal, por exemplo, no que toca ao dinheiro, a Felicidade consegue-se quando o conforto existe, antes ou depois disso não é líquido que os cobres ajudem ao aumento de felicidade. Mas explicar isto aos cidadãos do Mundo não será tarefa fácil, mas aqui deixo uma pequenita ajuda!
Fiquei surpreendido, quando vim para aqui escrever, com o que foi escrito e como se adequava a esta minha problemática... é verdade, um Homem sem desejos é o mesmo que uma ferramenta utilizada de forma mecânica, todavia este mesmo Homem não deve esquecer que o seu desejo é fruto de uma série de factores socio-psicológicos que dificilmente dominará e compreenderá. Por outro lado, ele pode compreender como conhece e digo-o até dos desejos que parecem nascer tão alegre e simplesmente como os sonhos. Nada nasce por obra do acaso, já alguém dizia de forma bem pertinente que "não há coincidências" e eu pouco mais tenho a acrescentar a esta frase que fez e faz escola. As coisas são aquilo que nós nelas colocamos e se respeitarmos isto poderemos respeitar todos aqueles que nos rodeiam e que poderão ser atropelados pelos nossos desejos e ambições. Conhece-te a ti mesmo e conhecerás a verdadeira dimensão do Mundo, porque este ficará sempre aquém daquele que o pensa.
Caí, alguém me pintou para lá daquilo que eu sou, um fantasma é impossível de vencer... mas vou levantar-me, porque sempre que acontece uma queda resulta algo e nem só de fantasmas se escreve a história.

Beijos e até já.


ps.: Ontem aprendi uma bela lição e tudo se pintou de cor-de-rosa, hoje outra assim assim... como é duro viver!

Então, e se Deus fôr matemático?

"Realmente, se um dia de facto se descobrisse uma fórmula para todos os nossos desejos e caprichos - isto é, uma explicação do que é que eles dependem, por que leis se regem, como se desenvolvem, a que é que eles ambicionam num caso e noutro e por aí fora, isto é uma fórmula matemática exacta - então, muito provavelmente, o homem deixaria imediatamente de sentir desejo. Pois quem aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça de um orgão ou algo do género; o que é um homem sem desejos, sem liberdade de desejo e de escolha, senão uma peça num orgão?"

terça-feira, 16 de julho de 2013

Há coisas, mas há muito mais do que coisas!

Bem-hajam os meus queridos e os que também andam por aqui!

Seguia já no quente o ano de dois mil e qualquer coisa que agora não me recordo, quando o grupo dos cinco voltou a reunir-se para mais uma de festa, desta vez na cativante cidade de Coimbra. A recepção esteve ao mais alto nível do jeitoso que por lá passava em transito, aquele que em outro lugar fora alcunhado de número "2". Já de copo na mão, como é bom de constatar na basta tradição de estudantes e pessoas que estudam, o nosso aguerrido defesa lutava em defesa de valores que o ultrapassavam, mas que ele persistia em fazer passar para os que acabavam de chegar. O repto não demorou a ser aceite, bastou um largar de trouxas e dois dedos de conversa fiada, mais do que isso seria desperdício de tempo e tesos de tempo estavam todos porque acreditavam que um fim-de-semana passa a correr e nada mais havia para fazer. Daí até à entrada no primeiro estabelecimento de boa pinga e muito amor foi um tirinho! Lá dentro jorrou a cerveja bem fresca, um cigarro fumado de forma descomprometida e mais algumas palavras foram trocadas sobre todos os assuntos que surgissem. Podia-se falar de moda, sim, de roupinhas e cores lindas, podia-se falar de política no mais despropositado sentido teórico ou das práticas de um qualquer que ocupasse um lugar de direcção, da banca e dos seus lucros, mas também dos nossos lucros com tudo o que se estava a passar. Por vastos momentos nada mais interessava, nem mesmo as meninas que estavam sentadas ao nosso lado, nada! Mas também sempre acontecia a um de nós uma coisa sem sentido e ao seguir esse desatino lá se desviava da conversa para voltar a ela com uma novidade capaz de desconcertar tudo e todos... o avistamento de algo mais interessante que poderia catapultar a vida de qualquer jovem para a estratosfera do prazer. Mas já diz o povo e sabiamente, não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe e estes desvios peregrinos normalmente acabavam sem mais. Mas aquele era um fim-de-semana que estava a ser escrito para ficar na memória de todos, do que primeiro partiu em direcção ao recinto da queima, mas também no daqueles que não lhe seguindo de imediato os passos, terminaram a primeira noite a vaguear pela cidade e a tentar ensinar o hino nacional a um par de meninas vindas da longínqua Nova Zelândia.  A noite por esta aventura já merecia um relato, mas ela ainda estava a meio e o grupo de cinto tinha passado a quatro - não esquecer que alguém tinha entrado no recinto... - quando se entrou num bar com piano mais escrito do que tocado. Aí nasceu uma nova vida, porque mais uma cerveja era bebida, porque mais um cigarro era queimado e muita conversa se dispunha na frente dos outros quando alguém reparou que umas meninas de origem asiática estavam mesmo ali ao lado. Ele ainda hoje é conhecido por esse gosto, por essa vontade de viajar para a luminosa cidade de Tóquio e tudo se deu a entender naquele momento. Mas se a primeira noite terminava com esta novidade, a segunda prometia desde cedo ser uma maravilha. Começou com mais umas voltinhas por estabelecimentos de saída fácil e entrada facilitada, onde a cerveja jorrava fresca, o fumo fazia-se sentir mais do que o oxigénio e as meninas lá se passeavam. Não foi surpresa para ninguém quando o nosso defesa desapareceu mesmo à frente dos nossos olhos para se colocar junto de um grupo de donzelas ao balcão. Num abrir e fechar de olhos ele tinha feito dispor uns quantos shots, assim eram servidas as meninas, o menino e este menino. Depois de beber aquela bomba etílica, pedi uma cerveja e saí para deixar o nosso galante à vontade com a conversa do douto safado (safado aqui deve entender-se daquele que se safa, ou que se desenrasca, que passa o ano e de ano), mas saído do boteco tinha outro a jogar à defesa e como estava sozinho na árdua tarefa de defender sentiu logo a ausência do seu comparsa. Eu lá fui explicando que ele estava bem e sereno, mas a pressão sentida devia ser tal que só aumentou quando este viu o outro já sentado numa sacada a acender um cigarro especial enquanto prometia apontamentos de língua estrangeira (visto a esta distância até parece destino...). Depois de tanta aventura lá seguimos de copo cheio na mão para o recinto e desta vez entramos todos cheios de vontade de passar a noite como ela merecia ser passada. Mas lá está, mais uma vez seguindo o honrado povo, pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita, e se naquela noite se sentiu a falta de um, agora sentia-se a falta de outro. Ele desapareceu tão depressa como apareceu e vinha lá de cara à banda! Ao que parece também é verdade que de noite todos os gatos podem ser pardos e ele tinha saído com quem tinha mais do que ele esperava, tanto que no desenfreado falatório só retive a frase "parecia que tinha ... por todo o lado, eram pelo menos quatro!"
A noite seguiu como todas as nossas noites, os cinco voltaram juntos e sozinhos para as suas caminhas e se as memórias contam para alguma coisa, estas marcam ainda algumas conversas presentes.

Beijos para todos e até já.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Máscaras de oxigénio...

There´s a soul that dislikes to fall,
And this doesn´t mean that the mind never crawled.

The chain of freedom is more appealing than the chain of attachment,
And this crystal doesn´t weeps easily in the sweet prospect of abandonment.